segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Ovelha Negra.


Ok, já entendi: eu sou a ovelha negra da família! Não entrei para a universidade mais próxima, e depois de ter entrado numa um pouco mais distante, não foi no curso que querias, e ainda acabei por desistir a meio do curso por motivos que, para ti, são estúpidos, mas que para mim têm toda a sua razão e só não entende quem não quer. Além disso sou a mais nova da família e, ainda por cima, rapariga. Sei que achas que devia ficar em casa porque é assim que as mulheres têm de fazer (na tua mentalidade de há décadas atrás)... Cozinhar, limpar, lavar, passar; mas eu não sou assim. E ainda saio aos fins-de-semana e chego já de dia a casa. Respondo torto a quem me maltrata, quando uma senhora tem de saber ouvir e calar. Ou se calhar nem é por ser rapariga, é por ser eu... Sou a ovelha negra quando nunca fiz nada para merecer esse título. Sou a ovelha negra mesmo tendo sido uma boa aluna grande parte da minha vida; sou ovelha negra mesmo quando, por durante 16 anos, nunca ter levantado a voz a ninguém e ter respeitado todos os que me humilhavam (porque eram mais velhos e eu não podia desrespeitá-los). Sou a ovelha negra porque mesmo tendo sido a 9ª colocada num curso, com uma nota de entrada de 14,2 não soube terminá-lo... Ah! E porque te contrariei e não segui nada relacionada a saúde e medicina, porque sempre disse que a minha área eram as línguas. Sou a ovelha negra porque depois de 16 anos a ser enxovalhada e humilhada, decidi que isso iria parar e comecei a respeitar apenas quem me respeita a mim, seja qual for a idade ou condição social. Sou a ovelha negra por ser a favor de mil e uma coisas que são consideradas pecado. Sou a ovelha negra porque quero pintar o meu cabelo de cores "não naturais", porque quero fazer inúmeras tatuagens e piercings, porque adoro vestir-me de certa forma que não corresponde aos teus padrões (quando tu nem sais de casa para ver os tais padrões). Sou a ovelha negra porque com 19 anos (quase 20), já penso em sair de casa, e já ando fazer por isso. Sou a ovelha negra porque ainda não trabalho (soubesses tu o que está planeado para muito breve, e vinhas rebaixar as minhas ideias), e porque, supostamente, não faço nada da vida.
Hoje, consideras-me a ovelha negra da família, aquela que não chega aos calcanhares de nenhum dos meus primos porque eu deixei de ser a tua cadela. Mas também sei responder de forma coerente a tudo o que escrevi acima: desistir do curso foi das coisas mais difíceis que fiz, ponderei e cheguei à conclusão que não aguentava mais tantos problemas, estava a afogar-me e a perder o juízo... Tive de largar algo, e foi o curso. E tu sabes, eu já expliquei... Tu só queres divertir-te a torturar-me... Em relação a sair à noite, limpar, cozinhar e viver para casar: não estou no século passado, tens de evoluir; posso fazer isso tudo, mas não vou ser empregada de ninguém. Mais: aguentei 16 anos a ser alguém que achava ser, porque fui ensinada assim, e hoje olho-me no espelho e o que vejo não corresponde ao que sou. E se finalmente me libertar significa ser, na tua opinião (ou na de quem for), a ovelha negra, foda-se! Não lamento pela linguagem, é um bom termo para isto. És uma falsa santa, és venenosa, só soubeste rebaixar-me e calcar os meus sonhos porque não sou uma lambe-botas. Ainda hoje sofro com as merdas que me disseste, porque a auto-estima foi destruída, em grande parte, por ti. Porque desde que me lembro, sempre disseste que não era boa o suficiente, e ainda hoje me dizes que eu não vou chegar a lado nenhum, que eu não sou nem nunca irei ser ninguém. Deve ser frustrante ser como tu, ter a tua idade e não ter nada nem ninguém... Agora entendo que desprezas os outros porque não vão acabar sozinhos como tu. Eu gosto de ti, mas odeio-te. Odeio os teus ideais e a diarreia verbal. E odeio principalmente o modo como sabes quais são as minhas feridas abertas, e mesmo assim, só para me veres sofrer, vais lá e carregas... Tu nunca apoiaste nada no que eu fiz na minha vida, e vais continuar a não fazê-lo; eu vou continuar a discutir contigo e a ignorar-te, porque não mandas em mim e a tua opinião não altera o facto de tu seres triste. Decidi que não vou ficar pior por uma pessoa que não é nada... Porque tu dizes que eu não vou chegar a lado nenhum, mas mesmo com a minha idade, cheguei mais longe do que tu (não que seja difícil). Tu tens inveja e veneno, só sabes desrespeitar as pessoas, manipulá-las, insultar aqueles que se importam comigo, e pior, invadir o meu espaço pessoal. O meu quarto não está como tu queres, as roupas não estão organizadas como tu queres, eu não tenho o meu cabelo do tamanho que tu queres, as minhas crenças não são as que tu queres e jamais voltará a ser como tu queres, entende isso! E sei que tudo o que fazes, tudo o que dizes é para me magoares (ou a outras pessoas, quando queres). Faça eu o que fizer irás sempre tentar rebaixar-me; por isso vou ser quem realmente sou, vou libertar-me da tua estupidez crónica, e aí podes tentar rebaixar-me porque pelo menos, já me vou sentir genuína, e não moldada para agradar a pessoas que nunca serão agradadas com nada, nem que não preciso agradar.
Ah, e mais uma coisinha: prefiro ser mil vezes todos os nomes que me chamas e ovelha negra, do que ser alguém como tu.

Resultado de imagem para grunge not fitting in tumblr

sábado, 1 de outubro de 2016

Expressing myself in english.

And now I feel free. Free from all the chains, from all the fears. Because you made me lost my mind, you made me forget everything around us. I took a chance, I got out of the comfort zone by telling you my thoughts and I've never been happier. I feel free, for the first time in my life. I kinda feel fearful about being fearless. Does this make any sense? My head doesn't make sense... Like, ever. 
I opened up, I told you everything I feared to tell anyone. I trust you my life. I trust you my deepest secrets. I don't regret it. You're the best friend I could ever ask for. I don't even call you that but I trust in you blindly, unconditionally, with all my self. With you, I could do anything because I know you wouldn't let me down, you'd never let anything bad happen to me. I'm proud of myself for finally telling someone stuff that I wouldn't usually tell anybody. When I'm with you, I can empty my head, not thinking about anything. You're the only one that can do it... You give me peace, tranquility. I know you don't like to disappoint anyone, I don't like it either; but no matter what you do, you could never disappoint me. I'm so proud of you! Deeply, I'm like you: free, rebel, insane, with a dark side; but I never showed it to anyone because I didn't want to scare anyone... And now I understand that this is a part of me, I have to embrace it, the same way you did...
It's me and you with no fear, with all the impulsive moments, doing whatever we want to do, without any blame, any shame. No more condemnation. You understand me, I understand you. We would never judge each other choices, thoughts, reasons. That's why our friendship is so pure... Nothing could ever make us feel mad at each other. You can make me talk about anything, silly things, creepy things, I showed you my dark side and you're still here... I hate being vulnerable, I hate showing weakness and yet, with you, I show it.

Resultado de imagem para friends tumblr grunge quote

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Freedom!

Medo é um estado emocional que surge em resposta da consciência perante uma situação a um provável perigo. E eu, normalmente, tenho medo de tudo...E desisto de ter medo, não quero mais ficar cansada "por nada". Não quero deixar o tempo passar e não ser produtiva... Sempre ouvi dizer que todos têm um dom, e se eu ainda não descobri qual é o meu, hei de descobrir, e hei de fazer coisas espetaculares com ele. Estou farta de estar paralizada por causa do medo... Porque não tenho lido, não tenho escrito, não tenho feito aquilo que toda a minha vida gostei de fazer. Eu quero libertar-me disto, e vou fazê-lo. Parece que de repente mudei, e voltei a ser quem eu era... Parece que voltei a ser doida, impulsiva, sem medo, alguém que age sem pensar... E, por uns segundos penso, que se o medo existe, é para estabelecer um limite para que nada nos aconteça, e fico com medo de não ter medo... Porque preciso de um alerta em situações de perigo. Mas eu não quero ficar alarmada por tudo e por nada. Quero ter medo quando estiver a 100 metros de altura na beira de um telhado, e não por dançar em público ao pensar no que podem dizer de mim... Perigo é estar numa rua escura, sozinha, às tantas da madrugada; perigo não é deixar de escrever um texto por pensar que alguém possa transformar a tua ideia noutra coisa completamente diferente, por má interpretação.
A partir de agora é sempre a subir, não volto a estar em baixo por algo que não valha a pena. Eu preciso ser eu; preciso viver, preciso beber, beijar, arriscar! Preciso beber e apanhar uma ressaca. Preciso ir para uma festa dançar até cair na cama e só acordar muito depois. Preciso falar com pessoas novas, ter novas experiências, viajar. Preciso não me sentir presa, ter coragem para saltar de paraquedas, sei lá. Estas amarras não me podem prender mais. Eu não deixo.
E mais do que isso: eu preciso permitir-me sentir aquilo que bloqueio há demasiado tempo, preciso deixar-me ir, preciso não ter medo de confiar em quem merece que eu confie, preciso enfrentar os meus medos para algum dia chegar onde quero, com quem quero...

Resultado de imagem para grunge freedom tumblr