quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Um texto há muito tempo escrito.

Eu não te esqueci.
Acho que nunca irei esquecer. 
Para dizer a verdade,
Tenho de seguir a felicidade,
Porque já tenho idade
Para aprender...
Mesmo assim
Não sei se te amo, enfim...
Nem sei se algum dia irei saber,
Embora não me ames a mim.
Muitas coisas aconteceram, 
As lembranças ficaram, 
Os obstáculos venceram 
E oportunidades escaparam.
A distância foi tudo o que restou,
Nada mais ficou,
E eu já nem sei quem sou...
As coisas foram mudando,
O mundo foi girando...
Tanto tempo que passou
E o que sinto, nunca te importou.
Às vezes, ao acordar,
Vejo que sonhei contigo,
Mas porquê me importar,
Se tu não te importas comigo?
O meu coração salta, exalta e ressalta,
Quando penso se sentirás a minha falta...
Sei que é perda de tempo, 
Sempre foste um contratempo,
E eu o teu passatempo...
Nunca te soubeste entregar,
Nunca soubeste amar, valorizar...
Em relação ao amor eras um mendigo,
Mas para mim eras mais que um amigo,
Eras o meu porto de abrigo,
Só me punhas em perigo,
Foste o meu maior castigo...
Quantas vezes me fizeste chorar,
Quantas vezes me ignoraste, 
Me arrasaste, não te importaste
De me falar, e explicar, 
O que se estava a passar...
Prometias, não cumprias.
Ias, e não voltavas,
Olhavas, mas não vias
Todas as tentativas de melhorias
Óbvias mas desnecessárias 
Que eu fazia, mas tu só rias.
Em todas as circunstâncias 
As minhas várias ideias
Tu não percebias o que sentias.
E como doía, desisti...
Porque depois de tudo o que eu vi,
Depois do que insisti,
E de tanto sofrer,
Mesmo sentido algo por ti,
O melhor era tentar esquecer.
Depois de tudo isto ter escrito,
Entendo que aquilo que necessito,
É de te confessar aquilo que sinto
Porque dentro de mim está um conflito,
E já não posso negar
Que és demasiado importante,
Não me vou conseguir afastar
Por mais que fique distante.
Estou a tentar ser forte,
Tentar não me importar nem te ligar,
Não sei quanto tempo irei aguentar...
Desejo-te apenas boa sorte,
Enquanto fico a ver o tempo passar...

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domingo, 31 de julho de 2016

Eu sei lá.

Não sou quem querem que eu seja, nunca serei, porque cada vez me afasto mais do vosso padrão de "normalidade". Houve tempos em que me massacrei e até lamentei por isso, mas não lamento mais... Tive razões para mudar, e eu tenho de ser eu, e não alguém disfarçado para manter as aparências, só porque as outras pessoas querem.
Às vezes sinto que ninguém me conhece... E realmente, pensando bem, são poucos os que realmente me conhecem, que sabem o que quero, o que gosto, os motivos pelo qual tomo as minhas decisões... E o pior é que há pessoas que estão comigo há anos que não me conhecem minimamente. Alguns nunca conheceram, outros nunca acompanharam a minha mudança, e deixaram de conhecer a pessoa em que me tornei... As pessoas mudam, e eu mudei, evoluí. As pessoas criticam-me por todas as decisões que tomo, sejam elas quais forem, então vou começar a pensar menos nelas e a fazer o que realmente quero. Tentar ser algo que não sou para agradar aos outros, cansa, deprime, deixa-te sem forças...
Há pessoas que têm mais tolerância à dor física, e outras menos... O mesmo acontece com a dor psicológica. Há quem aguente uma carga emocional maior e consiga seguir em frente, e há quem não aguente tanto e vá abaixo mais facilmente, por mais que tente. E já é mau estar em baixo, pior é quando alguém lhes diz que não estão a tentar o suficiente, que são fracos. Quando dizem que passaram por pior e que agora estão bem... A verdade é que cada um sente com uma certa intensidade, e não há como medir.
Há quem consiga não dar importância a algumas coisas, e há pessoas como eu, que se lembra de tudo, que sente tudo, ou então não sente nada. Sou de extremos, ou eu me importo, ou não quero saber... Mas quando me importo, é a sério! E com isso, vem toda a alegria, toda a preocupação, toda a dor.
E eu faço tudo para as pessoas não me chatearem tanto, tento suportar tudo e isso acabou por "atrofiar" o meu desenvolvimento pessoal... Mas não mais. Porque eu escolho ser eu. Deixar tudo sair. Não vou tentar prender nada... Vai dar merda, mas se já dá merda na mesma, ao menos assim sempre devo estar mais perto de me sentir alguém...

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sexta-feira, 3 de junho de 2016

Hoje...

Nem tudo é preto no branco. Nem tudo tem uma explicação simples. Nem tudo é uma questão de escolha. Nem tudo depende de nós mesmos. O futuro é sempre uma incógnita. Mas decidi que tu não vais fazer parte do meu futuro. Preto no branco. Uma escolha minha, mas que também foi tua. Com uma explicação óbvia.
Porque tu nunca irás entender, tu não sentes nada, não te preocupas com nada além de ti. Tu usas as pessoas, só as enganas, manipulas, para teres o que queres. Dizes aquilo que sabes que elas querem ouvir, precisam ouvir para cair aos teus pés, para acreditarem em ti... E depois são descartadas, porque já serviram a sua função. Até precisares delas novamente. Não dás valor, só procuras alguém quando precisas, mas fora isso, elas não existem. Por isso, tendo eu sido uma das pessoas que só procuravas quando estavas a precisar de algo, vou fazer de conta que quem não existe, és tu. A partir de hoje. Porque hoje pensei em ti, tudo me lembrou de ti, da tua voz, do teu cabelo, da tua maneira de ser e de agir, e de como eu era contigo, daquilo que sentia quando estava contigo. E hoje eu decidi que não ias fazer parte do meu amanhã. Não fazes mais parte da minha vida. Não vais mais manipular-me, usar-me e fazer com que te ponha nos amigos prioritários, quando nunca me consideraste uma amiga, sequer. És passado, as tuas mensagens... E vou esquecer-te de vez, mais cedo ou mais tarde... Porque hoje estou mais forte, deixei tudo de lado. Decidi fazer como tu e deixar-te para trás, apenas como uma memória. Não vou mais sofrer por alguém que não se preocupa minimamente por mim, ou pelo resto das pessoas que estão à volta dele a tentar ajudar. Porque se para ti a minha amizade não vale a pena, para mim também não... E não, não é fácil, nunca é fácil esquecer... Mas como já ouvi dizer por aí "aceitar dói menos". E por muito importante que tenhas sido, as pessoas mudam e eu vi que me enganei a teu respeito, e que entre nós os dois havia apenas uma pessoa preocupada com a outra: eu. Apenas uma a confiar na outra: eu. Apenas uma que sentia que realmente havia algum tipo de sentimento de amizade recíproca: eu. Apenas uma pessoa verdadeira: eu.
Há uns anos atrás eu iria fazer de tudo para sermos amigos, termos uma boa relação, não acabarmos mal, não ter aquele nervoso miudinho de ter de te ver em algum lado, ou nas redes sociais... Mas as pessoas mudam, crescem, amadurecem. E eu não sou quem era há um mês, imagina há uns anos! Então vê se fazes boas escolhas em relação aos caminhos da vida; eu cá espero que o mar me leve todas as memórias que tenho de nós, me traga paz, e que um dia não vá doer tanto como hoje. Talvez amanhã acorde mais leve em relação a ti... Ou depois de amanhã... Algum dia irá ser. Talvez amanhã passe por ti na rua e não fique receosa de demonstrar fraqueza, ou que a minha voz trema ao cumprimentar-te... Porque amanhã não me vais afetar como me afetas hoje. Porque hoje afetas-me menos do que me afetavas ontem. É só uma questão de tempo...
Adeus. Cuida bem de ti e vê se és feliz.