terça-feira, 7 de julho de 2015

Confiança e determinação!

Posso estar enganada, e o sexo masculino que me corrija se assim for, mas na minha opinião eles não gostam de miúdas desesperadas nem vulgares. Eles gostam de mulheres! Mulheres seguras de si. E por "seguras de si" não quero dizer "com mania", nem que tratam mal toda a gente por se acharem melhores que os outros, mas conscientes dos seus defeitos e, principalmente, das suas qualidades, mulheres que não se deixam rebaixar pelas suas imperfeições, já que todos os humanos as têm, e é isso que os torna únicos. A confiança é mais sexy do que qualquer roupa, ou falta dela. Ser sensual vem da atitude e da segurança que a mulher remete, vem de não precisar de ouvir elogios a toda a hora (embora também precise de alguns de vez em quando), nem da aprovação de ninguém para estar bem com o próprio corpo e mente. É gostar dela própria, mesmo que a sociedade diga que não é o ideal. Sensualidade é um olhar profundo, que faz alguém perder-se, querer descobrir mais, não mais abandonar esse olhar. É um sorriso verdadeiro, confiante mas tímido. É o jeito de como afasta a madeixa de cabelo para trás da orelha para que se possa ver o rosto e não perturbe a visão. É a maneira firme mas suave com que fala algo. É saber o que quer e não mudar de ideias aconteça o que acontecer. É ter medo mas não desistir perante os obstáculos, sejam eles quais forem.
Sensualidade é quando se é uma mulher a sério e não apenas mais uma que se deixa usar e moldar aos olhos da sociedade, ou por alguém. É ter o próprio estilo, a própria vontade, é ser uma fera e uma criatura dócil, quando for tempo para cada um. É não caçar e não se deixar ser caça. É uma dança numa festa, discreta mas bela. São uns lábios que chamam a atenção, mesmo sem o batom vermelho. É uma gargalhada indiscreta, é um vestido preto, o cabelo solto. Mas também é o pijama amarrotado com que dorme, o cabelo caótico que foi despenteado pela almofada e o modo "morta-viva" que adota quando acorda. São as danças histéricas quando está sozinha em casa com o volume no máximo. É a maneira descomunal como come pizza ou batatas fritas. É a maneira como passa mil e um problemas, mil e um complexos e se transforma numa mulher cheia de auto-estima. A beleza, a sensualidade, a perfeição estão nos mais pequenos detalhes.
Uma mulher que sabe que não precisa que o seu "Príncipe encantado" a salve de uma torre, pois sente-se bem com o que é, porque gosta de si mesma. E até pode ser que um dia o homem da vida dela chegue (e até lá chegam sapos), mas será um ser que se junta a outro por amor, não por necessidade. Porque uma mulher determinada e apaixonada por si mesma, apaixonada pelas suas qualidades, e que aceita os seus defeitos, é uma mulher sensual. E não interessa se não o é aos olhos de alguns, porque o é aos olhos dela, e ela é tudo o que importa... Porque não precisa agradar a mais ninguém para ser feliz.


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quinta-feira, 18 de junho de 2015

Partilha de outros blogs!

Bem, eu publiquei em alguns grupos do Facebook, na minha própria cronologia e noutras redes sociais que ia fazer uma publicação com os links de quem quisesse que eu partilhasse os seus blogs.
Aqui estão eles:
Heidiland: blog
Charmosa: blog
Insomniac Owl: blog
Design For Style: blog
Le Clair de Lune: blog
Vivo na hesitação: blog
Terceira Realidade: blog
Excesso de Natureza: blog
Sapatinhas de Cristal: blog
Pequena Desarrumada: blog
The eyes of a Mermaid: blog
Teoria de Tudo Sobre Nada: blog
Tudo aquilo que nunca te disse: blog
Uma Vida de Lontra: blog & facebook
Arlãni - Handmade knitting & crochet clothing: facebook


Quem quiser que eu acrescente aqui o seu blog ou página do facebook, é só comentar abaixo, ou mandar mensagem privada para o meu facebook.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Memories... Ouch!

Porque é que só me apetece escrever de madrugada? Estudos demonstram que o cérebro está mais ativo à noite do que de dia... Eu até concordo, mas continuo a defender a ideia de que é porque a madrugada me lembra de ti e das vezes em que falamos sobre tudo e nada, sobre nós, sobre os nossos segredos, medos e angústias. Tudo porque estou sozinha no meu mundo, porque olho para tudo, e qualquer coisa me lembra de ti. Se vejo algo fora do sítio (o que é bastante comum), lembro-me do caos que me trouxeste. Ao procurar contactos ou mensagens no telemóvel ou no Facebook, apareces-me tu. Se ouço alguma música, lembro-me das festas passadas do teu lado. Se vejo um filme romântico, lembro-me dos nossos momentos juntos. Se viajo pela galeria de fotos, acabo por encontrar alguma fotografia tua. Ao ver TV, há sempre uma publicidade com alguém parecido a ti. Ao sonhar, encontro-te por lá. Nos meus pensamentos de distração lá estás tu de novo! Sabes o quanto isso me atormenta? Sabes a vontade que tenho de chorar sem o conseguir fazer? Sabes as vezes em que apenas fico a olhar para o Marão, para a parede, para o computador, ou pela janela do quarto ou do autocarro, vidrada, apenas a pensar, às vezes sem sequer me aperceber, em ti? Em nós? Odeio admitir, mas a maior parte dos meus pensamentos são sobre ti, sobre as nossas conversas, sobre os nossos sorrisos, mordidas de lábios, toques, beijos, sobre o teu corpo, sobre os nossos segredos, e até sobre as nossas zangas. Lembro-me do primeiro momento em que te vi... Pensei que não me lembrava, mas lembro. Foi aí que tudo começou. E eu sei que tu também te lembras, porque, aí está: foi onde isto começou... Onde nós começamos...
Estranho como tanta coisa consegue mudar em tão pouco tempo... Entre nós tudo mudou. Digam-me que não, digam-me que é só paranóia minha, mas eu sei reconhecer quando algo muda... E nós mudamos. Fomos de quase tudo a quase nada. Fomos sempre um "quase" sem nenhum nome possível senão este maldito quase.
As memórias podem salvar-nos, ou matar-nos. Lembrar algo que acabou pode fazer-nos chorar, deprimir, ou pode ajudar-nos a superar. Nunca entendi como é que a mesma memória pode ter dois efeitos tão diferentes em alguém. Tudo depende do humor, da força com que alguém acordou naquele dia, ou talvez da maneira como se encara a memória... Talvez a música ambiente, ou a falta dela, também sirva para decidir como encarar a lembrança. Tanto faz. As memórias terão sempre esses dois efeitos opostos nas pessoas. Tudo porque foi bom, tudo porque nunca voltará a ser. Saudade, é essa a palavra que procuro para descrever esta confusão.
Odeio-te e amo-te, pelos mesmos motivos. Fazes-me sentir tão mais bipolar do que já me sinto habitualmente. Fizeste-me crescer, ensinaste-me muitas coisas, e fizeste-me ser fria de novo, como já não sabia que podia ser. Acho que não me arrependo de nada, talvez dependa dos dias. Provavelmente voltaria a fazer tudo de novo, ou até pior ainda... Se calhar corrigia alguns erros, para não me sentir tão mal. Mas pior: provavelmente voltaria para os teus braços se insistisses, voltaria para os teus beijos que eu gosto tanto, voltaria o teu corpo quente que me aconhegou tantas vezes, para esse sorriso que me derrete desde o início, e para os teus (a)braços.
Despedidas nunca são fáceis... Não para mim, que retenho tudo e passo tudo o que passei com a pessoa em replay loop. Não para mim, que tenho todas as datas memorizadas, e gravadas no coração, no cérebro e na alma. Alma essa que, por vezes, tenho certeza de não me pertencer. Lembro-me dela, mas já há muito que não a sinto em mim. Ela simplesmente se foi, como se algo ou alguém a tivesse roubado de mim! Talvez...
Não sinto que isto seja uma despedida... Chamemos-lhe desabafo. Um desabafo que não irás ler, mas que me vai trazer muitos problemas... Para (não) variar. Apenas sei que algo está prestes a mudar ainda mais... Vou fingir que não sinto o que sinto, vou esperar que passe. Pode ser que resulte, embora isso nunca tenha acontecido antes, embora eu não pense que vá acontecer agora... Mas espero que aconteça (às vezes).
Sei que mudei desde o começo, mas que podia eu fazer? É incontrolável mudar quando tanta coisa acontece. Foste descobrindo os meus segredos, o meu lado negro, as coisas mais embaraçosas que tenho para contar, as coisas mais terríveis de que me lembro... E foste ganhando a minha confiança. Já não sei se a mereces. Mas o que te contei, está contado. O que me contaste, está guardado. E o que fomos, estará sempre comigo, onde quer que eu vá. Vou voltar a errar, contigo. E vou continuar à espera de respostas. Mas vou deixar de depender daquilo que me rodeia! Vou começar a contar apenas comigo... Mas se até eu, às vezes, me traio a mim mesma, como posso eu contar comigo, quando quem mais me ajudou a compreender o mundo foste tu?

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