sábado, 16 de maio de 2015

Quero o verão!

Quero viagens sem destino, quero praia, piscina, festas. 
Quero dormir até tarde, e não fazer nada o dia todo. 
Quero acampar, quero descobrir novos sítios, novos horizontes. 
Quero não ter preocupações, quero festivais, música, gelados.
Quero noites prolongadas e quentes, quero boa companhia. 
Quero ver as estrelas, deitada na relva.
Quero fogueiras na praia com os amigos, enquanto cantamos e dançamos. 
Quero correr todo o país com as pessoas que mais gosto. 
Quero ir para Trás-os-Montes, e para o litoral.
Quero contrastes, entre o calor da areia e o frio da água. 
Quero tentar bronzear em vez de apanhar escaldões, quero álcool, calor, bikini.
Quero chamadas até às tantas da manhã, por não ter nada para fazer.
Quero ir morar com os meus amigos durante 2 semanas perto da praia.
Quero amar, beijar, estar com quem me faz bem, sem pensar em mais nada.
Quero adormecer no telhado de um prédio onde estivemos a lanchar às 4h da manhã.
Quero poder ser louca e saber que estou protegida pelos meus amigos.
Quero ver o que realmente é importante, aquilo de que sinto falta.
Quero poder estar em paz comigo mesma.
Quero ser eu, com os meus, quero surpresas, pessoas inesperadas.
Quero respirar a maresia, limpar os pulmões e sentir-me que nem um peixe.
Quero o verão e tu aquilo que ele me possa trazer.


quarta-feira, 13 de maio de 2015

Bullying is never okay.

Anda a correr por aí um vídeo em que um rapaz é agredido por raparigas e rapazes. Uns filmam, outros agridem-no, uns dão a cara e, possivelmente, outros que estão envolvidos nem para isso têm coragem. A verdade é que o Bullying sempre existiu, só que agora, com as redes sociais a mensagem começou a ser expandida através de vídeos como este. Não vou dizer "se fosse comigo", porque algo parecido já me aconteceu. Nunca apanhei de um grupo, nunca gravaram. No entanto, quando era maltratada, eu tentava sempre defender-me e, ao ver o vídeo senti raiva, tristeza, e pânico! Senti-me asfixiada porque o rapaz limitava-se a estar de pé, sem se mexer, enquanto era maltratado. Não o censuro. Era 1 contra 6! Ou 7... Quais eram as probabilidades de ele sair de lá em pé e não numa maca de uma ambulância? No entanto, enquanto assistia, tinha (e continuo a ter) vontade de espetar uma valente bofetada a cada uma dessas "pessoas" que elas até partiam a espinha! Mas também sei que violência não é solução. Sei que aquilo que a vítima deve fazer, é queixa, tal como pelos vistos, acabou por fazer hoje de manhã. Os pais dele não podem fazer nada aos cobardes que o maltrataram porque eles são menores (se bem que possivelmente e a meu ver, merecem ser julgados como adultos; se são adultos para umas coisas, são adultos para outras), e fazer uma espera a cada um dos ignorantes, fazia com que perdessem a razão (aos olhos da Justiça). No entanto, pelos vistos, as escolas secundárias onde essas criaturas andam, estão em alerta na PSP, pois receberam muitas ameaças. Juro que não sou hipócrita, mas se eles apanhassem de alguém da idade deles era bem feito! Sim, estou a pôr duas ideias diferentes: de que nada se resolve com a violência, e de que era merecido eles apanharem. Normalmente, eu não gosto de violência, mas este caso em particular revoltou-me imenso, e acho que, se por acaso alguém as apanhar na rua e lhes derem uma sova, é o karma a falar. Ah! Claro que depois a rapariguinha via o que afinal era força, como não se cansou de repetir para a outra amiguinha, no vídeo, enquanto esbofeteava o pobre coitado. Depois disto tudo, ainda existem aquelas pessoínhas que dizem que nós não conhecemos os dois lados da história. Seja qual for o lado deles, perderam a razão toda, se algum dia a tiveram!
Sei que não devia fazê-lo, mas sinceramente, ponho grande parte da culpa nos pais dos fedelhos (até podem ter quase a mesma idade do que eu, mas de mentalidade valem zero) porque não lhes sabem dar educação! Pessoas que têm educação em casa não fazem isso, eu nunca fiz, nunca fui mal educada, até porque os meus pais nunca mo deixariam ser. Felizmente sempre souberam impôr-se a tempo, e dar-me uma palmada ou um castigo na altura certa, o que provavelmente não aconteceu com esses animais. E o meu pai ainda diz que tenho demasiada liberdade!? Pai, eu nunca fiz espera a ninguém com os meus amigos para bater em ninguém, espero que tenhas orgulho em mim, neste momento! Acabando com o humor negro, espero que os pais não defendam essas bestas, e que saibam fazer mais do que tirar-lhes o telemóvel e o computador por um mês (se tanto), e se apercebam que os seus filhos, sangue do mesmo sangue, estão a virar autênticos psicopatas! Eles são doentes. E espero que a vítima de tudo isto consiga passar esta fase difícil, enquanto vê aqueles *palavrão aqui escrito* a serem punidos. Porque a lei da vida normalmente faz com que os Bullies tenham um futuro de merda e aqueles que mais sofreram, ter um futuro brilhante e promissor.
E se a Justiça Portuguesa não fizer bem o seu papel e os libertar apenas com uma repreensão, espero que aconteça como em Baltimore: que o povo se revolte, se una e proteste!


quarta-feira, 6 de maio de 2015

Medo.

A verdade é que viver com medo é uma merda!
Viver com medo de dizer o que se sente, o que se pensa, viver com medo de agir, e até de sentir. O medo encurrala-nos, aprisiona-nos, faz-nos "substituir" sentimentos por ele. Faz-nos não arriscar, mesmo que seja algo que nós queiramos muito. E quantas oportunidades perdeste tu com o medo? Eu já perdi bastantes... Acho que todos perdem. Ninguém é feito de ferro! Muitos dizem que sim, e fazem de tudo para que não se perceba que afinal eles têm um coração, e que têm medo de o quebrar. A proteção aumenta com a dor que se vai tendo ao longo dos tempos... Quanto mais fria uma pessoa aparenta ser, mais magoada ela foi.
Desapego, distância emocional, proteção... É a isso que o medo leva. Não te deixas conquistar, e dás a conhecer apenas a parte forte, aquela em que nada te afeta, enquanto o teu "lado negro" está escondido, lacrado e enterrado bem fundo para que ninguém descubra essa tua "fraqueza"... Tudo porque alguém te magoou... Alguém traiu a tua confiança, partiu o teu coração, deixou-te com medo de voltares a ser magoado depois de tanto tempo a tentares recuperar... Tens problemas em confiar nas pessoas porque qualquer uma delas te pode dar uma facada e deixar-te a sangrar lentamente, até à morte, de novo. Morte psicológica, obviamente. Aquele tipo de morte em que tu és apenas um corpo, sem alma, sem sentimentos, em que, de tanto chorar, já não consegues sentir mais nada. Aquela morte em que passas a sentir-te sozinho enquanto rodeado de gente.
Mas isso é passado, não é? Já não estás assim tão "morto"... Embora doendo, o teu coração foi cicatrizando até que chegou ao dia em que puseste um sorriso na cara, e te tornaste no que és hoje: alguém superficialmente sem problemas, sem medo de nada, pronto para novas aventuras, festas, amigos, saídas.
Mas e o resto? E as escolhas que não tomas por medo? E as vezes em que te distancias de alguém só porque estás a ficar muito perto dessa pessoa? Esse medo está a impedir-te de seguires em frente, não é? Mas sentes falta de teres alguém com quem falar, alguém com quem possas ser tu mesmo, com todas as tuas manias, vícios, alguém que te entenda, que não te julgue e que, acima de tudo, não te parta o coração nem te traia a confiança que depositaste. Acontece a todas as pessoas magoadas. Mas vai haver alguém que te queira ouvir e que não te queira magoar... Provavelmente alguém que saiba exatamente como te sintas, alguém que esteja a passar pelo mesmo.