segunda-feira, 4 de maio de 2015

desamizades...

confiei em ti e tu traíste essa confiança, não sabes o quão triste estou. sinto-me profundamente magoada, tanto que cheguei ao ponto de não sentir mais nada além disso. contei-te tudo sobre mim, mostrei-te as minhas fraquezas, deixei-te entrar no meu mundo e deixei que me visses num momento péssimo e negro da minha vida. viste-me vulnerável e eu arrependo-me disso! viste praticamente todos os meus "eu's"! viste o meu lado extrovertido, viste o depressivo, o preguiçoso, o tagarela,... não deixo qualquer pessoa entrar dentro da minha cabeça nem dentro do meu coração, e agora que deixei, acabei destruída, praticamente morta cá dentro! e pior: por teres traído essa confiança, comecei a duvidar de tudo aquilo que me disseste até hoje... e não sabes o quanto isso me custa. deixaste-me de lado, magoaste-me, não te importaste comigo mesmo depois de tudo. eu nunca quis magoar-te, e nunca te menti, sempre te disse o que tinha para dizer, perdi o medo de falar e isso valeu zero para ti! não sabes quantas lágrimas já chorei e quantas outras secaram por me ter tornado tão fria por tua culpa. não te odeio, acho que é só raiva por ser tão estúpida ao ponto de confiar em alguém que não merecia essa confiança. nunca gostei de ficar sem as pessoas, não sei como lidar com a perda, nunca soube... e o pior é que eu te adoro, e está a custar-me saber que, apesar de eu pensar que te conhecia, a ti e a todas as tuas faces, não conheço, e caí na asneira de achar que as tuas palavras eram verdadeiras. penso sempre assim! penso que, como eu tento manter-me fiel à minha palavra, à minha alma, os outros também o farão... e por mais vezes que já me tenha magoado ao aperceber-me que não é bem assim, nunca aprendo. e tu foste a minha maior desilusão, desilusão essa que veio na pior hora. viste quão frágil sou e isso não te importou para nada. não entendo as tuas razões para fazer o que fizeste, será que a culpa foi minha? não podias ter falado comigo como eu falo contigo? mas, pelo que tenho visto e ouvido, é tarde demais e tanto te faz... por essa razão, eu também vou fingir não me importar... não vou correr atrás, como já fiz tantas vezes. sabes onde estou, onde moro, o meu número, tens o meu Facebook. e mil e uma outra formas de te encontrares comigo, portanto... agora é contigo. e sim, talvez esteja a exagerar ao dizer tudo isto, talvez seja apenas a raiva a falar e peço desculpa por isso. e convém dizer que este texto provavelmente dá para mais do que uma pessoa... enfim, afinal tenho uma comprida lista de "desamizades" e nem sabia... espero é que isto não seja tão dramático quanto eu acho que é, e quanto a minha cabeça imagina que seja, porque não quero mesmo perder-te como perdi tanta gente ao longo do tempo... e desculpa pela pressão em que te pus... também sei reconhecer que não sou fácil de lidar. mas eu adoro-te! e é isto. raiva descarregada... acho eu.

sexta-feira, 27 de março de 2015

mórbido.

é horrível alguém sentir-se a afogar lentamente e ver todos os outros respirar, é horrível sentir-se cada vez mais pesado, a ir cada vez mais longe, cada vez mais fundo, para um lugar cada vez mais escuro e sombrio, e nunca realmente bater no fundo e acabar com tudo. é horrível ficar na escuridão e sentir que os tempos de viver onde a luz chegava acabaram. é horrível passar de um momento onde tudo dói, para onde já não se sente nada e, de repente, tudo começa a doer de novo. é horrível saber que por estar assim não dói apenas psicologicamente como também fisicamente. é horrível alguém conseguir sentir-se sempre cansado, mesmo dormindo e não fazendo absolutamente nada durante todo o dia. é horrível não saber para que direção ir e não ter vontade de andar. é horrível quando tudo parece exatamente como sempre. as mesmas pessoas, os mesmos problemas, a mesma deceção, a mesma solidão... é horrível desistir de fazer algo para mudar porque é inevitável e tudo irá ser sempre assim... é horrível não ter esperança de um dia voltar à superfície. é horrível perder todos os sonhos, e andar sempre confuso sobre o que fazer... por fora parece estar tudo bem. pensam ser só timidez, medo de ser demasiado chato... o problema é quando deixa de ser só isso, quando alguém está demasiado mal e não tem ninguém para falar... pode até ter, mas sente sempre que não, porque quer ser forte, porque não quer ser visto como um coitado. é horrível ter de sorrir com vontade de chorar e desaparecer, dormir e não mais acordar. e quando se chega a certo ponto, prefere-se sofrer fisicamente e não mentalmente... tenta-se substituir uma dor pela outra. e cala-se no seu mundo porque sabe que vai ser tratado como maluco e que vão dizer que só quer atenção. é horrível ser olhado de lado, maltratado por ser diferente, andar sozinho, fazer de conta que não interessa, aguentar com isso durante horas e chegar a casa e arranjar jeito de aliviar a dor. é horrível alguém ser desprezado e posto de parte sem razão nenhuma, sem quererem conhecer a pessoa que está por debaixo daquela pele, é horrível ser julgado sem sequer o conhecerem, sem saberem que o sorriso é falso, que existem ainda mais problemas por detrás daquele corpo deambulante, praticamente sem alma, que se ele é assim é porque tem razões para tal. a vida não é boa para todos. nunca será. muito menos as pessoas, que falam sem motivos, sem provas, sem noção do que dizem pela boca fora, através de um olhar, pelas redes sociais,... não há pessoas perfeitas, mas há pessoas perfeitamente desfeitas e sem ninguém que note que algo se anda a passar... desculpas esfarrapadas costumam resultar, caso alguém pergunte, seja por preocupação ou apenas fingimento. e é quando chega ao limite, onde dormir, comer, falar, já não existe. onde a única vontade que resta naquele corpo em que o coração só bate por ser de modo automático, é a libertação de tanta frustração, tantos problemas, tanta dor inexplicável. e é aí que mais um coração deixou de bater, é aí que os desatentos se culpam e choram, é aí que aqueles que sempre atacaram fingem importar-se só para parecer ter alguma dignidade. vão dizer que nunca viram sinais, que não sabiam... mas nunca tentaram saber antes de excluir. é horrível saber que existe tanta gente que só está bem a rebaixar os outros, só porque sim. um olhar de desprezo aqui, uma palavra de gozo ali, a falta de caráter acolá, à mistura com tudo o resto de mau que o mundo fornece e é servido um cocktail de depressão. é horrível saber que enquanto alguém está feliz em fazer com que o outro se sinta mal, esse só pensa na hora de se refugiar no quarto, sozinho, com os seus pensamentos obscuros, onde cada momento mau do dia constrói uma ponte que o leva à morte, lentamente, torturando-o e fazendo-o sentir miserável quando, na verdade, os verdadeiros miseráveis são aqueles que só querem magoar os outros, aqueles que se acham melhores na vida por conseguirem fazer parte da sociedade facilmente. ainda bem que não tiveram os problemas que alguns têm, nem desejo que os tenham. infelizmente o lugar deles na população já está marcado como aqueles que matam e torturam com palavras e atos. mas caso alguém caia por culpa deles, espero que carreguem a culpa até ao fim, e espero que se sintam como os miseráveis que realmente são.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

estranho...

é estranho saber que não me identifico com muita gente. e é ainda mais estranho saber que me identifico com gente que nunca pensei identificar-me. tudo isto, principalmente, porque os meus gostos estão a mudar, ou a intensificar-se; no fundo eu já nem me reconheço e tenho medo das consequências que isto possa trazer. eu cometi certos erros no passado que lamento e que preferia esquecer e apagar, se desse... mas não dá e fiz disso lições. no entanto, estou a mudar. talvez seja a faculdade, esta vida de adolescente semi-independente que esteja a fazer isto vir ao de cima. já não tenho medo da mudança, até estou a gostar da pessoa em que me estou a transformar... estou a gostar das pessoas que estou a conhecer, estou a gostar daquilo que faço, daquilo que digo. estou a gostar daquilo que sou e daquilo que me rodeia, o que já não acontece há algum tempo. não estou a dizer que gosto de tudo, porque não gosto... há coisas que não dão para mudar, e que temos de aceitar. estranho como a vida universitária pode trazer tantas coisas boas a uma pessoa... estranho como me fez mudar tanto e estranho como eu deixei de me importar com certas coisas que antes eram importantes... finalmente estou a fazer algo que gosto, com gente que adorei conhecer, e estou a evoluir como pessoa... tão estranho, mas tão real...