terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Tenho medo!

Tenho medo.. e desde há muito tempo que não sabia o que isso era. o medo de perder alguém, o de magoar alguém, esse tipo de medo sinto-o todos os dias, mas o que sinto agora... é diferente. sinto medo de arriscar e isso está a sufocar-me, está a fazer com que eu entre em pânico e isto custa. faz com que eu queira voltar atrás, não arriscar, jogar pelo seguro, ter cuidado e pensar! mas sei que 'a dor de pensar' existe mesmo e não é uma ilusão de Alberto Caeiro. pensar é o que me faz sentir medo, pensar nos prós e contras, imaginar coisas na minha cabeça, coisas que, provavelmente, não vão acontecer. pensar é o contrário de sentir. e sentir? sinto muito, mas o pensar impede-me de agir. por isso eu admito: TENHO MEDO DE ARRISCAR!, e não, não sei o que se anda a passar comigo. querer tanto uma coisa e ter tanto medo... e isto prende-me, sufoca-me e afasta-me do objetivo.
e eu não sei se devo enfrentar isto, lutar por aquilo que é novo para mim, ou se devo tentar esquecer antes de se tornar algo ainda maior. a verdade é que isto tanto pode acabar bem, como pode acabar mal, daí eu ter MEDO de arriscar. ia adorar que fizesses com que o medo passasse, que me fizesses sentir segura.
será que sou a única pessoa que quer muito uma coisa mas, ao mesmo tempo, tem medo de lutar por isso?
eu não sei se isto está certo ou errado, sei que me faz feliz, sei que me faz esquecer tudo o que está mal na minha vida. isto até pode ser novo, até pode não dar em nada (ou pode dar em tudo), mas acho que só irei saber se confiar e se der este passo... 

(" sinto algo tão certo ao fazer a coisa errada,
sinto algo errado ao fazer a coisa certa.
...
Tudo o que me mata, faz-me sentir mais vivo ") - counting stars - OneRepublic

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terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Natal...

hoje é Natal! ou véspera... seja como for, estamos nesse tempo. tempo de sonhos, de ajuda, de compaixão, de luzes, de solidariedade, e por aí fora! a verdade é que já me perguntaram se eu gostava do Natal. eu não desgosto do Natal, mas já gostei mais... quando era criança e não tinha noção de certas coisas, estava sempre ansiosa por esta época, só que agora, como ganhei maturidade suficiente para ver as coisas, começo a revoltar-me. sim, revoltar-me! gente por aí a ganhar milhões enquanto tanta gente anda por aí sem ter o que comer, sem ter onde dormir, faça sol ou faça chuva. não, não estou a falar só no Natal, mas a verdade é que parece que as pessoas só se preocupam com isto, com as instituições de caridade nesta época. porquê? porque só nesta altura é que se andam a recolher alimentos, donativos para oferecer cabazes e para ajudar gente necessitada. mas agora a sério: vão dizer que durante o resto do ano não há gente a passar fome? não, eu não estou a dizer que mais ninguém se importa, porque há gente que quer saber, gente que ajuda mas, normalmente, só ajudam no Natal (e, sinceramente, até me admira que tanta gente ajude os outros nesta época... parece um milagre de Natal!). sim, esta época é especial e deve ser considerada a época mais bonita do ano, daí andarem a ajudar quem mais precisa... mas já viram o tempo que se fez durante o ano? eu vou explicar: no verão estava um calor abrasador, quase sufocante! a minha sorte era a água, mas e eles? será que têm acesso a isso? e agora, nesta altura mais fria (ainda não chegamos ao pico do Inverno!), chove a potes! acordei hoje com o vento a soprar de um jeito que acho que levava qualquer coisa a rasto, e a chuva é bem capaz de ser granizo, nem sei bem! pode ser que haja cheias! e derrocadas, como acontece frequentemente nas ilhas!
mas hoje de manhã ainda me senti pior! lembrei-me que existe gente, de bebés a idosos, sexo feminino e masculino, e animais também, que no dia de hoje (o suposto dia mais especial do ano) estão sozinhos, sem ter o que comer, sem ter roupa lavada, sem ter onde dormir, com quem estar... sim, no resto do ano pode ser cruel, mas é Natal! daí que todos os que ajudam, mesmo que seja com um pacote de arroz, merece os parabéns! há pouca gente que ajuda, pouca gente que se importa. sei que muitos que ajudam estão a passar dificuldades, mas que mesmo assim, doam o que podem. e se calhar, aqueles que mais têm são os que menos dão (nem todos!).
onde eu quero chegar é: tanta gente está por aí, sem ter o que comer, o que vestir, completamente sozinhos e muitos, só sobrevivem a esta época e no resto do ano, devido à solidariedade de pessoas bondosas. o mundo devia estar cheio de gente assim, para que se tornasse num sítio melhor. portanto um FELIZ NATAL para toda a gente, sei que muitos poderão ter uma refeição em condições, o que me faz sentir melhor. um Natal com união, felicidade, carinho, e passado com quem mais amam.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

imaginação a mais...

dei por mim a pensar no futuro... não num futuro sozinha, mas num futuro contigo! estranho é que eu já me tinha deixado disso, era algo que não acontecia há muito tempo, mas hoje foi diferente...
imaginei-me nas pontas dos pés, com as mãos à volta do teu pescoço a beijar-te,
imaginei-me a passear de mãos dadas contigo pela rua,
imaginei os olhares de inveja por eu ter alguém tão único como tu na minha vida,
imaginei-te a pegar em mim enquanto nos beijávamos,
imaginei beijinhos fofos na testa e mimos no cabelo,
imaginei ataques de cócegas, ataques de riso, ataques de beijos!
imaginei abraços surpresa, também...
imaginei idas à praia e noites a ver as estrelas, deitados no chão.
imaginei tardes passadas em casa um do outro a jogar PS,
imaginei declarações de amor e mensagens fofas,
imaginei prendas simples do nada,
imaginei chamar-te por nomes fofos,
imaginei que eu era tua e tu eras meu!
imaginei uma verdadeira história de amor: a nossa!
imaginei o nosso apartamento, o nosso cantinho,
imaginei-nos a ir passear o nosso cão ao parque,
imaginei-me vestida de branco e tu à minha espera, no altar... e antes disso, o pedido.
imaginei jantares românticos, com velas, às escuras, apenas nós e a música.
imaginei que não havia rotina porque dávamos sempre a volta a esse pesadelo.
imaginei dias de chuva fechados em casa a ver filmes e beijos à chuva.
imaginei idas à piscina e a sítios novos e desconhecidos,
imaginei-nos a passear em dias de frio: tu a abraçar-me e a proteger-me do frio...
imaginei o nosso filho, a nossa filha, os nossos animais e todos os brinquedos,
imaginei que ficávamos juntos e que éramos um exemplo de que o amor existia...
imaginei que éramos aquele casal que os casais tinham como modelo.
imaginei tanta coisa que não devia ter imaginado... imaginei ainda mais do que isto...
imaginei-nos a nós... um 'nós' verdadeiro, real, um 'nós' capaz de superar tudo, um 'nós' que não queria saber daquilo que os outros diziam, um 'nós' que tinha como tradução, 'amor'...
imaginei-nos a nós, este Natal e este ano novo, e no próximo Natal e na outra passagem de ano, um 'nós' capaz de resistir a cada dia, cada mês e cada ano que passasse.
imaginei e sonhei, porque sei que é apenas isto: imaginação... sonho...
mas quero que saibas: a melhor prenda de Natal neste ano, serias tu, junto a mim, com a promessa de que nada nos iria separar... promessa essa que duraria... promessa essa, que iríamos contar um dia aos nossos filhos, e eles? eles iriam querer ter uma igual e iriam ser respeitosos como o pai e sonhadores como a mãe.
feliz Natal! sei que a minha prenda não será aquela que pedi, mas ter-te ao meu lado do jeito que tenho, continua a ser uma boa prenda, portanto obrigada por ficares do meu lado...